Paixão por escrever

Um pouco sobre mim

Por que eu comecei a escrever?
Eu não era mais que uma menininha na pré-escola quando comecei a contar estórias aos meus amigos de classe que choravam ao se despedirem de seus pais, antes da professora chegar. Eles, ou qualquer outra pessoa que estive disposta a me ouvir. Hoje, depois de muitas mudanças na minha vida, eu escrevo romances, em português e inglês.
Deixe-me contar um pouco mais sobre isso.
No final de 1997, eu recebi um convite da minha antiga tutora na universidade para me juntar a um grupo de profissionais de diferentes áreas para escrever um documento comemorativo sobre os 500 anos de história do Brasil, o que seria celebrado no ano 2000. Como nutricionista, minha parte seria escrever sobre como diferentes povos - da Europa (principalmente portugueses), da África (escravos) e da nova terra recém descoberta (índios nativos) - repartiram suas comidas e hábitos alimentares nesse caldeirão cultural que foi o Brasil colônia.
Que experiência incrível em tantos aspectos diferentes!
Pesquisar e escrever tornaram-se minha nova paixão. O que tinha começado como um convite de pesquisa, tornou-se o assunto para o meu doutorado quando, a partir daquele momento, eu abracei a carreira acadêmica.
Foi então, depois de ler centenas de livros - sobre história portuguesa, história colonial brasileira, economia, política, grande navegações, diários de bordo, teses e artigos e um incontável número de documentos, escondidos nas prateleiras empoeiradas das várias bibliotecas que eu tive o prazer de visitar no Brasil - que eu adquiri uma nova perspectiva sobre a vida, uma nova porta para um mundo que ia além das recomendações nutricionais e de saúde: um conhecimento mais profundo sobre a natureza humana, nossa alma, paixões e medos.
Em 2001, eu tive o grande prazer de apresentar o fruto dos meus cinco anos de trabalho, minha tese, que eu tornei em um livro: "A Formação da Brasilidade Alimentar" (em breve disponível para compra no Amazon.com.br).
Se por um lado eu aprendi tanto mais sobre as conquistas e perdas desta quase selvagem parte da história da Europa e da América do Sul, por outro, e como um meio de me distrair, eu acabei me interessando por ficção, lendo, então, quase todos os livros de Agatha Christie, e alguns outros clássicos como Charles Dickens e Jane Austen.
Mais tarde, depois de mais uma volta da minha vida, eu me encontrei escrevendo e editando artigos técnicos para uma revista especializada em negócios. Mas a melhor parte - ou a parte mais divertida, eu deveria dizer - foi usar todo o conhecimento que eu tinha adquirido e tentar transformar aqueles artigos entediantes e frios - nascidos da necessidade de entender leis e regulamentações, tendências de mercado e estatísticas - em algo mais agradável, ou mesmo aprazível. O melhor exemplo que eu posso lembrar foi usar a descrição do escritório, frio e opressivo, do personagem Ebenezer Scrooge, do livro “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, como um exemplo de um ambiente de trabalho desagradável! Que divertido!
Mas não foi até 2017, após assistir “Orgulho, Preconceito e Zumbis” (por mórbida curiosidade, eu confesso), é que eu vim a descobrir ainda outro mundo: o mundo das variações de “Orgulho e Preconceito”, como você já deve ter lido na página inicial.
Depois disso, a sequência de eventos seguiu um caminho natural. Eu li centenas desses livros, decidi quais eu gosta e quais eu não gostava - e porquê - e percebendo que os tipos de livros que eu gostava eram em menor numero do que eu gostaria, eu decidi me juntar a esse grupo e escrever a minha própria versão.
A escritora e professora americana, Toni Morrison, disse, “Se um livro que você gostaria de ler ainda não foi escrito, então escreva-o você mesmo”. Eu levei esse conselho ao pé da letra e espero que você possa desfrutar do meu trabalho tanto quando eu em escrevê-lo.
Mas se você visitou a home em inglês deste site, você já deve ter percebido que eu originalmente escrevo as minhas estórias em inglês e depois traduzo para o português. Por esse motivo, o lançamento das duas versões não acontece ao mesmo tempo.
Eu pretendo entregar a versão definitiva para publicação até meados ou, no máximo, final desse ano.
E pela quantidade de ideias fermentando na minha cabeça, esse será apenas o primeiro de muitos outros livros que virão.
